A mais velha, de uns quatro anos estaria com a blusa do Flu, me pedindo pra pentear o cabelo dela...
O caçula, um moleque lindo que nem o pai dele, estaria usando um moicano, dando seus passinhos recém aprendidos no tapete da sala usando uma blusinha com tema geek ou com alguma banda de rock estampada.
A gente tomaria um chá olhando os dois e depois brincaríamos com eles, botaríamos Chico, Metallica, Tegan and Sara, Jorge e Matheus, Cartola... E a gente se olharia percebendo essa mistura louca de gostos e jeitos que somos eu e você. E brindaríamos com as xícaras a sorte de ter duas crianças tão lindas e saudáveis e felizes que nem a gente.
Você me pediria outro filho e eu ia dizer que duas crianças pequenas já dão trabalho demais.
E você diria no meu pé do ouvido o quão bom era fazê-las comigo. E eu te beijaria.
E a gente ia pegar as coisas deles, arrumá-los dentro do carro e ir visitar nossas famílias, ou ir ao zoológico, ou ao circo, afinal, só porque a gente não gosta de palhaços, eles bem podiam gostar só pra fazer a gente entrar no circo. E era capaz de a gente começar a gostar de palhaços...
E seguraríamos as mãos um do outro e você beijaria a minha e a gente ia rir, não só da piada besta do palhaço e da risada dos guris, mas de tudo o que nós passamos juntos até ali.
Eu disse que era estúpido.
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