segunda-feira, 21 de junho de 2010

Existe algo de bonito

Existe algo de bonito quando você fica assim distante, quando eu sinto que eu não posso te alcançar, quando eu lembro que nem sempre eu vou poder te proteger. Mas eu não gosto de te ver assim, é como se uma parte de mim estivesse tão completamente unida a você que eu já não sei sentir nada além daquilo que você sente. E o seu amor é o meu amor, e eu sinto falta do seu sorriso e das brincadeiras. Não me importa o que os outros pensam, eu sei tudo o que você significa pra mim e eu gostaria que você soubesse que eu só tenho a minha vida inteira pra te oferecer. A minha e dos nossos filhos e de tudo que vai crescer por sua causa. Então independentemente do que aconteça eu vou estar aqui. Mesmo se for pra te chamar de teimoso e te olhar com reprovação como você sabe que eu faço. É só pra te proteger, é sempre pra te proteger.
São 21:21 e eu queria estar aí te fazendo rir, fazendo comentários estúpidos e agindo como criança que é pra você esquecer dos seus problemas por instantes. Queria te cobrir de beijos, pular na sua cama e roubar seu edredon e chamar de meu. Queria que você tirasse meus óculos e colocasse atrás da persiana como sempre faz. E que a gente ficasse conversando e você ali me olhando e que você conseguisse dormir. Pelo menos descansasse um pouco, porque eu me preocupo com você. Você é mais do que qualquer outra pessoa pra mim, sabe? Por que eu sei que você é família, você sempre foi família pra mim. Juro que não me importaria com você roncando, amor. Eu só queria que você conseguisse ver que eu sempre vou estar aqui.


Por que você sempre esteve aqui por mim também.

domingo, 13 de junho de 2010

Song #1

Olhando pro céu, sentindo o cheiro no ar
E as estrelas a me assistir
Tão perto parece, agora, longe demais
De qualquer lugar que eu possa ir
E se eu conguisse ao menos dizer
E se você conseguisse ao menos ler
Saberia
E se eu conseguisse ao menos dizer
E se você conseguisse ao menos ler
Saberia
Que eu sempre penso em você

Lembranças parecem a mente povoar
Com tudo que a gente viveu
Dos sorrisos bobos ao teu perfeito olhar
Que costumava cruzar com o meu
E se eu conguisse ao menos dizer
E se você conseguisse ao menos ler
Saberia
E se eu conseguisse ao menos dizer
E se você conseguisse ao menos ler
Saberia
Que eu amo você

terça-feira, 1 de junho de 2010

Poema sem tom

Eu te cerco de todas as formas que eu posso, pra fazer com que você não se sinta sozinho.
Você precisa acreditar em mim, só um pouquinho em nós.
Eu seguro as suas mãos e no teu peito me aninho.
Você nunca esteve só, só que eu prefiro a sós.
Porque eu sou uma esponja, sabe?
E absorvo tudo o que me falam...
E retendo aquilo que só a mim cabe
Meus medos também se calam.

Pensamento no instante.

Enquanto ele deitava a cabeça no meu peito, eu acariciava seu cabelo. Deitado ali ele parecia tão calmo que eu não quis incomodá-lo com minhas confusões. Ele conservava meu corpo quente e eu me sentia confortável ao usar apenas minha própria pele diante dele. Mesmo que eu odiasse meu corpo, mesmo que eu me achasse feia ali, com o cabelo todo despenteado sem brincos ou maquiagem, ele conseguia enxergar tudo além disso, aliás, ele enxergava tudo no pouco que eu tinha, no pouco que eu oferecia. Não conseguia ver em mim nada do que ele via. Talvez ele estivesse certo, eu sou mesmo complicada, fui projetada assim. Mas ele sempre foi complexo também.
Muito complexo mesmo.
Acho que ele não tinha ideia do quanto.