Enquanto ele deitava a cabeça no meu peito, eu acariciava seu cabelo. Deitado ali ele parecia tão calmo que eu não quis incomodá-lo com minhas confusões. Ele conservava meu corpo quente e eu me sentia confortável ao usar apenas minha própria pele diante dele. Mesmo que eu odiasse meu corpo, mesmo que eu me achasse feia ali, com o cabelo todo despenteado sem brincos ou maquiagem, ele conseguia enxergar tudo além disso, aliás, ele enxergava tudo no pouco que eu tinha, no pouco que eu oferecia. Não conseguia ver em mim nada do que ele via. Talvez ele estivesse certo, eu sou mesmo complicada, fui projetada assim. Mas ele sempre foi complexo também.
Muito complexo mesmo.
Acho que ele não tinha ideia do quanto.
Muito complexo mesmo.
Acho que ele não tinha ideia do quanto.
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