quinta-feira, 30 de outubro de 2008

\^^^o^^^/ -> Isso era pra ser uma coroa.

Ele chegou de mansinho e veio na minha direção.
Me perguntou se podia me pagar um drink e eu não soube dizer não.
Pedi um bem doce e ele riu da minha meninice.
Disse que eu tinha os olhos mais doces que ele já tinha visto e eu pensei: que tolice.
Eu ri e fingi acreditar.
Ele me tirou pra dançar.
Então agora éramos corpos sincronizados.
Cada vez mais próximos, cada vez mais animados.
No meio daquela muvuca ele perguntou meu nome e eu menti.
Disse que eu tinha covinhas adoráveis e me fez rir.
Então ele segurou a minha mão e me olhou e isso foi tudo que ele precisou fazer.
E eu me vi tirada da multidão e em um outro andar e ele disse: finalmente, só eu e você.
Deserto. 
Pareceu certo.
E então ele me abraçou e me colocou encostada na parede.
E me deu beijos que pareciam não saciar minha sede.
Tarde demais pra voltar atrás
Cedo, muito cedo, pra desejar muito mais...
Então aquele piercing no lábio dele me deixava louca
E eu desejei morrer beijando aquela boca
E ele me tocava de uma maneira que parecia saber do que eu gostava
Eu não podia me envolver com ele, eu fiquei com raiva
Do rosto de homem com os olhos dele de menino pidão.
Da minha necessidade de querer dominar seu coração.
Aí eu o mordi com força, sem querer.
Ele se afastou e me olhou sem entender.
Eu cruzei meus braços, fiquei emburrada e levantei uma alça da blusa caída no ombro.
Ele disse num sorriso que nele eu causava assombro.
Então um vento gelado passou
Ele tocou com delicadeza meu rosto e meu corpo todo se arrepiou
[não sei ao certo se pelo vento ou pelo toque]
Segurou a minha mão de novo e no chão ele se sentou
Disse com uma voz profunda e devastadora que eu não podia ser triste assim
Que eu era excessão nesse mundo tão ruim
Ele viu no meu rosto uma pureza coberta de uma espessa camada de gelo
E deitou, colocando a cabeça no meu colo enquanto eu mexia em seu cabelo.
Falou que eu devia ter mais esperança e que ele não ia me prometer que nunca ia me machucar.
 - Isso é otimismo exagerado. - ele disse - Eu sei que vou te desapontar.
E eu sei que parece ser loucura mais eu não quero nada diferente.
Eu vou te desapontar, mas nunca intencionalmente.
E a partir daquele momento eu sabia
Que estava sendo escrita uma história muito doce
E que eu o seguiria
Aonde quer que ele fosse
E assim os dias foram passando
E ele diz que eu sempre vou ser tudo o que ele quer
E se príncipe encantado não existe
Então eu não sei o que ele é.

T.T.

A última memória de nós dois
Está refletida através da minha janela
Naquela chuva que não cessa
Nas pessoas com pressa, com medo de se molhar
Elas me lembram você
Sempre temendo se machucar
Que irônico então que depois de sentir tanto amor por outra pessoa
Voce seja incapaz de me amar

Se lembra de quando éramos amigos?
Quando tanto era dito
Só com um olhar...

Oléo e água. Imiscíveis.
Nós nunca vamos nos misturar
E a realidade é fria
Quase tanto quanto a chuva que eu estou a olhar

Em que parte exatamente nós tivemos que crescer?
Em que parte exatamente nós tivemos que mudar?
Você pertence á um outro alguém
E isso não deveria me machucar

Se lembra que nós éramos amigos
E que você era a única coisa que me mantinha aqui?
Então eu não deveria estar tão triste
Quando por outra pessoa eu te vejo sorrir

E seu sorriso ilumina tudo
Até esse lugar escuro onde eu estou
E esse nosso jogo de esconde-esconde
Finalmente terminou.

Você não pode mais disfarçar
Então dessa vez você está só
Que máscara vai usar
Que me faça sentir pior?

Então venha e me machuque
Que eu vou fingir não me importar
Eu vou enfrentar isso
E eu sei que uma hora tudo vai passar

Então a chuva não me ajuda
Ela uma hora vai acabar, quando chegar a primavera.
E vai ser foda perceber que eu trocaria tudo
Por alguém que seja como você era.

Se lembra quando éramos amigos?
Quanto tempo isso faz?
E vai doer lembrar de você
E viver olhando pra trás...

Eu vou me afundar em dor
Até que eu aprenda a ser como você, rude.
Eu vou viver olhando pra trás
Esperando que algo mude.

E a verdade é que não vai mudar.
E eu quero transformar em cinza a sua aquarela.
Só por que a última memória de nós dois
Está refletida através da minha janela.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Proud

"Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição."
Nietzsche

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Deny. Deny. Deny.

He looked at me like I was mean.
And I was just trying to move on
And he confused my head
With his bad addiction
with this friendly perfection.
Then I heard his voice
Then I heard the song
And I was quite surprise
When I found out
That in my heart he belongs.

Well, well, what can I say?
I keep trying to push him away
You know I couldn't stand if we were apart
If I'll be the one with a broken heart. 

I couldn't barely look at her
Her mean eyes, my mind was such a blur
She couldn't see me the way I needed her to see
I was just the friend, that's all she wanted me to be.
So I keep trying to take my mind off of you
I know you never could love me too.

Well, well, what can I say?
I keep trying to push her away
You know I couldn't stand if we were apart
If I'll be the one with a broken heart

And I can't put
Our friendship in risk
No I'll never admit.
I couldn't ruin things all over again
I couldn't stand this pain
And if someone asks me if I like you I'll lie.
Deny. Deny. Deny.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Arlequim

[Leia esse post ouvindo: Bright Eyes - Sunrise, Sunset.] 

Aonde você foi que eu não te vejo?
Que eu não te encontro nas esquinas por onde ando.
E existem tantas coisas acontecendo ao meu redor
Que eu não sei se eu me perdi
Ou se eu nunca me achei de verdade.
E então eu fecho os olhos ali mesmo.
Parando no meio da rua, no meio da faixa de pedestre
Lembrando da perfeição dos seus olhos castanhos
Dos seus olhos traiçoeiros
Do desejo
E eu deveria ouvir a buzina dos carros
Mas a sua voz está muito alta ecoando na minha cabeça
E é meu coração sangrando na contramão
Da direção de onde o seu deveria estar
É o mesmo erro se repetindo, não é?
Como se eu tivesse me predendo a um círculo
De uma obsessão que eu inventei
E é meu corpo incendiando, não é?
Melhor abrir os olhos
E seguir em frente...
Então todas as bebidas e a necessidade de buscar afeto em outros corpos
São uma tentativa de suprir o buraco que você deixou em mim
Malditas expectativas que eu nutri
Quem mandou ter um coração amaldiçoado?
E eu não posso acreditar que esse vinho
É mais doce do que você, Arlequim.
E me faz menos mal.
E nesse ritmo frenético
Eu vejo que eu não sou muito diferente de você
Vivendo de palhaçadas.
De besteiras previstas.
De mentiras contadas com a mais rude veracidade.
E eu não consigo dormir, Arlequim.
Eu estou aqui, em frente a sua casa
Mas você não me deixaria entrar.
Não se preocupe. Eu guardei minha chave.
Eu entrarei de qualquer jeito.
Você precisa saber, Arlequim.
Você tem que saber que você me fez perder a cabeça!
Você me fez perder o sono
E agora eu não sei dormir
Na minha cama
Virando de um lado pro outro
Arquitetando planos repletos de desespero
Eu não sei viver sem você, Arlequim.
É por isso que eu estou indo aí.
É por isso que eu estou aqui.
Eu não sei dormir longe de você, entende?
E se eu não estivesse aqui, eu não poderia adormecer, finalmente.
Por que eu cansei de ver tudo se dissolver em frente á mim.
E eu sei que se eu te pedisse
Você diria não.
Não, eu não posso dormir.
Não, eu não posso dormir na sua cama.
Existe tempo pra dormir quando se está morto
E então que irônico que isso é
Sua cama virou meu túmulo.
É aqui que você vai achar meu corpo
É aqui que você vai achar minha alma
E perceber que eu te amei, Arlequim.
Que seu amor me dava vida.
O cenário perfeito, a arma engatilhada, o tiro.
E se isso sair no jornal,
Avise que o amor mata, Arlequim,
E que eu te amei.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

:*

Eu poderia dizer que você foi a melhor coisa que me aconteceu
Eu poderia dizer que eu não viveria sem um beijo seu
Eu poderia dizer que eu me perdi no seu olhar
Eu poderia dizer que é doloroso não lembrar
Existem tantas coisas, meu amor, que eu tenho pra dizer
Existem palavras feitas só pra você
Mas é estranho ,então, que tudo o que eu me ponho a desejar
É que tua boca venha me silenciar...