terça-feira, 28 de julho de 2009

IT'S A POSSIBILITY, JUST A POSSIBILITY

Ele chegara. Depois de anos ele chegara, ela tinha certeza. E todos esses dias que outrora pareciam ter passado arrastando-se longe dele, agora pareciam apenas alguns segundos. Apenas alguns segundos até que eles conversassem. Olhou pro telefone e pensou em ligar pra ele, mas já era tarde pra se ligar para alguém.

"Eu só preciso conversar com ele e desistir ou ficar assim pra sempre"
No dia seguinte se encontraram.
Conversaram. Brigaram. Calaram. Olharam. Prometeram.
"Eu não posso abandonar você, eu preciso de você, mesmo que eu deteste isso" ela pronunciou olhando firmemente nos olhos castanho-amendoados dele.
"E eu detesto que você se sinta assim, sabe?" ele replicou partindo um pedacinho dela.
"Eu prometo, prometo que eu desisto se você me der uma única chance"
"Você está louca. Eu não posso, isso é loucura. Existem milhões de coisas que separam a gente, eu não gosto de você."
"Você é a principal coisa que separa a gente e olha, não me importarei em desistir, nem falarei mais com você contanto que eu possa passar uma semana contigo"
"Uma semana comigo?" ele olhou estranhando aquilo tudo.
"Sim. É tudo o que eu te peço. Uma semana inteira contigo. Pra cima e pra baixo. Não vou te obrigar a fazer nada, mas você só precisa de um semana pra se ver livre de mim para todo o sempre, não é melhor assim?"
"Cara, sério, você é louca. o.o"
"Isso é um sim, honey?"
"Ok. Whatever"
É, ela tinha tanta certeza quanto ele de que em uma semana ela jamais o convenceria de que talvez fosse possível amá-la. Ela não inventou planos mirabolantes, não fez armadilhas, nem planejou nada. Eles simplesmente conversaram nos dois primeiros dias. Riram e ela até chorou contando pra ele algumas coisas pertencentes só ao coração dela. Convidou-o para ir tomar um sorvete, de forma estabanada deixou-o cair em seu vestido e riu disso. Ela contou lembranças, falou de sonhos e de futuro. Ele acabou se abrindo mais e compartilhando algumas coisas. Ela ligou todos os dias pra desejar boa noite e dizer que o amava e ele ficara super sem jeito como de costume. No quinto dia ela chegou bem perto dele e ficou lá o encarando. Levou uma bolinha de sabão e ficou correndo atrás dela como uma criança. Sentou-se na calçada da casa dele e em silêncio colocou a mão sobre a cabeça dele de forma gentil para que ele encostasse em seu ombro.
"Faltam só mais dois dias, aguente firme". Ele não disse nada, só ficou olhando distante.
"Vamos ao shopping?"
"Fazer o quê no shopping?"
"Shopping" ela riu.
"Você quem sabe, pode ser. Na frente do cinema?"
"Sim, 15 horas, tá certo?"
"Ok"
Então eles se encontraram e ela falou que queria algo pra lembrar dele quando fosse embora.
"Toma esse dinheiro e compra uma coisa que te faça lembrar de mim, pra eu me lembrar de você sem tristeza"
"Sério isso, Amanda?"
"Séríssimo. Anda logo que eu tenho que ir pra casa às 18 hoje. Nos encontramos em frente ao cine, você tem uma hora."
Ele ficou olhando as coisas, totalmente perdido, depois de dar muitas voltas achou que brincos eram um presente infalível. Não tinha como ela não gostar de brincos, não é mesmo?
Ela não demorou nem trinta minutos pra escolher o presente dele e ele nem sabia que ela compraria algo.
Ela lembrou que ele gostava de verde, de música, de escrever. Preparou um kit com um monte de coisas que eram bem a cara dele. Comeu um sanduíche e o viu passando parecendo desorientado.
Foram até o local combinado.
"Aqui está seu presente"
"Hm. O que é?"
"Brincos"
"Brincos? o.o"
"É. Você pareceu desapontada."
"Não esperava, só isso. Mas aqui. Toma o seu"
"Táporra. Tudo o que eu gosto tá aqui"
"É. Essa é a diferença entre mim e ti"
"Qual? :/"
"Eu conheço você...
Ele a olhou meio confuso e triste e depois do silêncio ela perguntou:
"Você vai de metrô?"
"Não, vou de ônibus"
"Então tá. Até amanhã. Fique feliz. Amanhã tudo isso acaba"
"É, acaba."
"Te ligo antes de ir dormir"
"Ok"
Ela olhava os brincos na estante e chorara, chorara até dormir e dessa vez não ligou pra ele.
Ela acordou pensando que esse era o último dia, o dia em que eles finalmente se despediriam.
"Alô? Honey?"
"Oi."
"Tudo bem?"
"Ok e contigo?"
"Tô bem."
"Mesmo? Você não me ligou ontem. Acho que eu vacilei com o negócio dos brincos, não foi?"
"Você sempre vacila, já me acostumei"
"Táporra. Também não precisa falar assim."
"Whatever. Só queria que você me encontrasse aqui hoje, tem problema?"
"Não, não. Tô aí daqui a pouco"
"Ok"

Ele chegou.
"Tá animado hoje?"
"Não. Tô normal"
"Isso é bom?"
"Nem bom nem ruim. É normal"
"Ok. Pode ir."
"O quê?"
"É. Vai embora. Não é isso que você quer? Que eu suma e te deixe em paz?"
"Eu nunca disse isso"
"Você nunca precisou. 'Eu nunca vou gostar de você desse jeito' lembra? 'Pode ter sido você' simplesmente porque eu sentia algo, lembra?"
"Que que tem?"
"Você me disse isso... O.O Cara. Então pronto. Vai logo, VAI LOGO!"
"CARALHO A DECISÃO É MINHA E EU NÃO VOU, SUA LOUCA!"
"VAI LOGO." ela respirou fundo e com os olhos quase pendendo em lágrimas ela continuou "Você não tem razão nenhuma pra ficar mais. Eu não te quero mais sofrendo por não conseguir sentir nada por mim, então some, porra. Porque enquanto você permanecer, meu coração vai querer pertencer a ti e eu não vou saber ser outra coisa além de sua. Porque toda vez que você se sentir mal eu não vou poder cuidar de você, eu não vou poder provar que eu sou muito menos garota e mais mulher do que você pensa. Você é detestável, é ridículo. Todo mundo me diz que você é o tipo de cara que eu deveria evitar. Todo mundo me diz que eu sou estúpida de gostar de um garoto que não enxerga que eu tô inteira aqui na frente dele e eu tô cansada" nessa hora ela pegou ar, já que as lágrimas agora não se continham "Tô cansada de não poder ter você nem um pedaço, nem inteiro como eu quero, tô cansada de ter esperado esses anos todos. Amar você me cansa, me esgota, e ainda assim é tudo, tudo o que nesta maldita vida eu nasci pra fazer. Eu te amo e eu odeio amar você, quase tanto quanto eu me odeio por dizer tudo isso"
"CALA A BOCA. CALA ESSA PORRA DESSA BOCA, PORQUE EU NÃO AGUENTO MAIS. VOCÊ SE ACHA A RAINHA DE TUDO, A MERECEDORA DE UM AMOR QUE NÃO DEVIA EXISTIR, NÃO DEVIA EXISTIR NEM MAIOR NEM MENOR. VOCÊ ACHA QUE SABE DE TUDO, QUE ENTENDE COMO OS OUTROS SE SENTEM, MAS VOCÊ NÃO SABE DE NADA!" Ele a olhou e ela chorava escandalosamente "VOCÊ TEM IDEIA DO QUANTO EU FIQUEI MAL ONTEM? MAL POR VOCÊ NÃO TER ME LIGADO? FIQUEI PENSANDO UM MONTE DE MERDA. FIQUEI MESMO E FIQUEI PUTO CONTIGO. EU NÃO VOU DIZER QUE EU TE AMO, NEM QUE EU PRECISO DE VOCÊ, MAS ESTAR COM VOCÊ FOI A MELHOR PARTE DA MINHA SEMANA. PÁRA DE CHORAR! PÁRA PORQUE VOCÊ NEM ME DEU A CHANCE DE CONVERSAR CIVILIZADAMENTE. VOCÊ ME DEIXA PUTO, VOCÊ SEMPRE ME DEIXA PUTO E EU QUERIA MESMO QUE VOCÊ SUMISSE,QUERIA PORQUE EU JÁ NÃO QUERO MAIS."
"Como assim?"
"Como assim que eu posso viver sem você, eu só não quero mais que você vá embora"
"Eu não quero ser sua amiga, cara. Sério. Prefiro esquecer tudo de uma vez."
"Eu quero você"
"Cala a boca"
"Eu quero ficar com você"
"NÃO. Você não quer. Você só tá com pena de mim"
"Pena de você? Caralho! pena de você?"
"É"
"Tu acha que eu ficaria contigo por pena"
"Não"
"E então como diz uma besteira dessas?"
"Eu só não vejo como é possível você ter começado a gostar de mim"
"Eu gosto de quando você briga"
"Hm."
"E de como você é idiota às vezes"
"Right back at ya"
"E de como você fica horrenda quando chora"
"Poxa. Essa foi legal, hein?" u.u
"E de como você não sabe quando calar a boca"
"Eu sei quando" ele a interrompeu se aproximando do rosto dela "Não sabe não"

Seria perfeito se fosse assim.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

I don't expect to be sure

Nós atravessamos o limiar final e não há sinal de progresso.
Já passamos da idade em que anjos protegeriam nossos caminhos, já passamos do tempo.
Ou foi o tempo que passou por nós, por entre os nossos dedos compridos crescendo a cada mentirinha, a cada coisa que preferimos não compartilhar pra não magoar um ao outro?
Eu só sei que quando eu vi eu não estava mais brincando de balanço e você já não mais me empurrava contente, me ordenando a alcançar o céu, a ir mais longe. Você já não me dava segurança, você simplesmente não estava lá.
Na minha mão não tinha mais nenhum balão colorido, mas calos de tanto escrever pra você e o meu vestido já estava curto demais pra minha altura.
Minha mente envelhecera antes do meu corpo, cada um podia ler isso muito bem nos meus olhos enrugados de procurar pelos seus e não achá-los.
E eu fui me sentindo tão só e tão assustada que era difícil pra mim deixar qualquer um entrar, por mais que eu quisesse muito, ninguém jamais seria igual.
Ninguém teria seus olhos traiçoeiros que se fixavam só nos meus, ninguém teria a voz que habitava o meu âmago, a parte mais minha, mais sua de todas.
E eu não quero que você volte, eu só não quero que você fique.
Por mais que eu te ame e tenha te jurado que nunca o deixaria de fazer, você é a pessoa que sempre vai me machucar e mesmo assim que sempre vai fazer tudo valer a pena.
Por isso é melhor que você não volte, mesmo que eu acredite que sem ou com você a dor vá ser a mesma.
Eu só não quero que você continue sendo meu fantasma pessoal, minha triste sina.
E dessa vez eu não vou ser orgulhosa e te dizer que você é sim o amor da minha vida e que só você é um idiota completo e não percebe isso.
Dessa vez eu não espero estar certa.
Eu quero parar de alimentar meu vício de esperar por você.

Assim eu espero.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

cof cof

Ah se eu pudesse tirar de você essa tristeza

E fazer com que você se visse através do meu olhar

Ah se você soubesse que eu tenho só uma certeza

De você, pra sempre, sempre eu quero cuidar

E eu sei que você pensa que talvez seja cedo demais

Pra se entregar pra mim assim como eu me entreguei à você

Mas se as coisas simplesmente parecerem nunca ficar em paz

Lembre-se que eu apareci pra do contrário te convencer

Ah se você soubesse como eu esperei por alguém assim

Ou quanto eu tive que sofrer pra finalmente te encontrar

Até parece que a felicidade é possível um tantinho assim

Toda vez que ao meu lado você vem ficar

Ah se eu dissesse que você é o homem mais lindo que eu já vi

E que você me faz um bem do jeito que ninguém jamais fez

É que existe algo sobre você que me prende aqui

Todo mundo fica feliz e agora é a nossa vez

E se existir alguma razão que te deixe pra baixo

E você se sentir só nesse mundo tão grande

Eu vou ser aquela que sempre estará ao seu lado

E te darei todos os meus beijos mais apaixonantes

É eu sei que a vida ás vezes não é justa com você

Mas segure a minha mão e eu garanto: vai ficar tudo bem

Você é uma parte importante da minha vida e sempre vai ser

E eu vou ficar aqui enquanto você me quiser também.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Now or Never

"Doutores passam muito tempo pensando no futuro. Planejando-o. Trabalhando nele. Mas em algum ponto a gente começa a perceber que a vida está acontecendo agora... Não depois da faculdade, não depois da residência, agora. É agora, está aqui. Se você piscar, você perde.

Você disse?
'Eu te amo'
'Eu não quero nunca viver sem você'
'Você mudou a minha vida'
Você disse?

Faça um plano. Estabeleça um objetivo e trabalhe nele. Mas de vez em quando, olhe em volta, absorva tudo. É agora...
Porque pode tudo acabar amanhã."

[Grey's Anatomy]

domingo, 12 de julho de 2009

Just don't

Don't expect me to regret
don't expect me to don't care
'cause you're the most stubborn person i've met
you take risks and go after what you want to get
and i love the way you stare
i love the crazy colours of your hair
and every beat of your heart
even being each day more far
it's what keeps me standing here.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Terá sido só um sonho (ruim) [?]


Eu acordei ao lado dele, me sentindo protegida pela primeira vez.
Olhando-o ali pacificamente adormecido eu comecei a divagar sobre a noite anterior.
Ele parecia ser tudo o que eu sempre sonhava, desde o princípio. Talvez fosse bastante diferente dos outros por ser tão exagerado em características positivas. Ele era excessivamente doce, mas não do tipo que enjoa. Era lindo, lindo mesmo, mas a cada elogio que eu fazia ele reagia como se nunca tivessem-no elogiado antes. Ele era brilhante e não se gabava. Ele bebia e fumava e eu fingia que isso não me incomodava.
A verdade é que nós nos observávamos, mas tínhamos medo de agir até o inicio daquela semana. Não sei nem explicar bem as sensações dicotômicas que meu lépido e involuntariamente pulsante coração sentia. Se hora eu acreditava piamente que aquilo era certo, no outro momento eu esperava que tudo acabasse dando errado, porque isso era o que eu estava acostumada.
Pois então, ele finalmente parou de só me olhar e tudo pareceu efeito de camêra lenta, sabe? Não sei explicar direito. Foi uma mistura de euforia e desespero. Pronto, esta aí é uma ótima definição para minhas femininas emoções ao ver os olhos dele tão dominantes e impiedosos sobre os meus frágeis e pacatos. Eu o olhava e a boca dele abria e emitia um som que de início eu mal reconheci. Que tola! Era o meu próprio nome na boca daquele perfeito estranho.
Eu fiquei parada no meio da rua com a maior cara de pamonha do mundo. Era comigo que ele falava? Talvez não. Então a medida que nos aproximamos eu percebi que era eu, tinha que ser eu.
Ele segurou minha mão e disse oi, como se nós nos conhecêssemos.
Eu não pude conter o riso, é essa minha primeira reação quando eu fico constrangida. Então eu respondi um oi meio estranho e ele me perguntou se eu não conhecia o Ítalo, um amigo que tínhamos em comum. Eu disse que sim e ele deu seu sorriso petrificador e me disse que sabia, que nem entendia porque tinha feito aquela pergunta se fora o próprio Ítalo que o informara o meu nome.
Fiquei ali parada pensando que ele era meio psicopata. Mas eu era uma daquelas garotas que tinha necessidade de se meter em confusão. Talvez fosse porque sendo jovem a vida não tem graça sem excessos, ainda que momentâneos.
Então a semana passou de forma lenta e nós nos tornamos inseparáveis. Pode parecer absurdo, eu sei. E no fundo a nossa história é, mas eu direi o porquê depois. De qualquer forma éramos isso: nós. E cantávamos canções sentados na grama, e ficávamos horas no telefone...
E eram beijos infindáveis com aquele gosto de coisa nova, com uma avidez, uma necessidade de mais que não parecia me pertencer mas sim me possuir.
Então numa tarde embaixo de um velho carvalho numa pracinha ele me olhou sério e me indagou o que tinha me feito mais feliz até ali. Eu nem pensei. Eu hesitei. E não disse que era ele, mudei de assunto.
Ele pareceu não se importar e foi gentil como só um verdadeiro homem poderia ser. Ele riu das minhas piadas bobocas e me fez sentir bem comigo mesma, mas é preciso que entendas...
Um coração ferido nunca volta ao seu tamanho original... Ou se expande ou se retrai.
Eu mergulhei naquilo de uma forma tão profunda que mal podia me lembrar que o tempo era curto, mas que isso não significava que não nos conhecíamos.
Só uma alma sabe reconhecer na outra uma parte tão sua e tão alheia a si que o tempo se torna uma abstração. Eu me sentia, e não sei pôr isso de outra forma, casada com ele. Como se fosse assim dali em diante, festas e raivas seguidas de silêncios confortantes e que nosso amor tivesse essa explosiva tensão, como se fosse um pêndulo constante entre o terno e o grotesco.
Nos equilibrávamos. E foi por isso e só por isso que eu me entreguei a ele, que sem saber ao certo como, eu estava ali, desprotegida e segura simultâneamente.
Foi aí que eu acordei e comecei a me lembrar de tudo até ali. Levantei, fui ao banheiro, lavei meu rosto, escovei meus dentes e troquei de roupa. Mas as memórias de feridas tão atemorizadoras e doídas me fizeram refletir sobre aquele momento. Se um sonhador imaginando a coisa amada vive de ilusão, não seria para ele, a ilusão uma realidade? Será que ele não perceberia que vivia sonhando e não propriamente vivendo? E que vida é essa pautada em ilusões?
Eu era a sonhadora e ele a coisa amada.
Eu sabia que essa doçura um dia findaria, que nada poderia ser melhor do que aquilo e que pouco a pouco ele iria me decepcionar ou eu a ele. Eu tinha muitas expectativas e muito medo de sofrer. Eu o amava, não duvide disso. O amava o bastante para pensar no quão ruim aquilo, que de tão bom era, poderia se tornar. Deixei pra ele uma canção que eu fiz sobre a cômoda empoeirada dizendo que o erro não fora dele ou meu, mas sim do amor sentido, tão belo e tão finito que eu faria durar para sempre...
Peguei minhas coisas e parti aos prantos, percebendo que com meus vinte e poucos anos, eu morri pela primeira vez.
Culpa do excesso da minha excitação juvenil, meus olhos agora quase cerrados vêem que esse amor por ele que até hoje eu sinto só foi permitido porque eu vivi sonhando.Se um sonhador imaginando a coisa amada vive de ilusão, não seria para ele, a ilusão uma realidade? Será que ele não perceberia que vivia sonhando e não propriamente vivendo? E que vida é essa pautada em ilusões?
Não sei.
Mas esse foi o amor maior e mais doce que eu tive.