segunda-feira, 19 de abril de 2010

Oi?

Eu tentei durante um tempo me soltar do seu caminho e me vi ainda mais presa. 
Você sempre foi predador. 
Eu sempre tive pressa e você me enrolou... 
E eu enrolada nem via que você me dava corda.
Me enforcava. Nem via. Caminho nenhum. 
E agora você segura minhas mãos e me olha nos olhos. 
Uma vez por semana eu  te sinto perto e nos outros seis dias eu fico sofrendo com minhas arredias, perturbadas e doces divagações.
A verdade é que eu não gosto dessa casa.
Mas se você é lar, a gente casa.
Quase sinônimos.
Nunca fomos tão diferentes assim.
Essa é a nossa diferença em relação aos outros.
O laço, o compasso, a sintonia.
Teu cheiro, teu gosto, sinestesia atesto.
Teu cheiro, teu gosto, anestesia o resto.
Deixa eu fazer morada no teu corpo
Deixa eu ser tua na morada.
Pra sempre, como uma verdade,
Nua e crua na tua sacada.
Deixa eu te mostrar que eu te amo, amo.
Essa é a minha deixa.
Vou junto com esse texto.
Pois o texto nunca me deixa.

[Eurealmentesintosuafalta,seubesta.]

Nenhum comentário:

Postar um comentário