Através dessas nuvens lá fora
Parece haver possibilidade
Ou é minha loucura transformando
Pesadelo em flutuante algodão
Bom mesmo é ser louco
E não generoso, contudo
Os homens generosos com tudo
Sempre algo dão
Valioso ou não
Eu já me doei demais…
Insisto em me condenar
E habitar na amplitude desse azul
Quero seguir em frente sem parar no precipício
Me condensar sem precipitação
E respirar
E há de vir ar
E há de virar
Chuva só
Pra banhar os outros
Pra banir do povo
Tanta secura, ai.
Secura
Me cura, Pai?