Li o termo em um livro de latim e pensei em você.
Pensei no jeito que sua mão tocara a minha a primeira vez.
Lembrei do meu jeito moleca de encostar meus lábios nos seus bem rapidamente pra ver se você tomava a iniciativa. E aquele beijo que você me deu, me encostando na parede, deslizando a mão pela minha perna quase subindo a minha saia me fez pensar: Esse é o homem da minha vida. Meu Dom Casmurro, sempre tão tímido e resignado, precisava das minhas meninices pra se abrir para um mundo novo, pra poder revelar-se. Precisava de nós dois ali, comendo comida mexicana, do meu jeito desastrado de derrubar o copo e da minha displicência em colocar as pernas por cima das suas embaixo da mesa. Ariana que sou, nada neguei por impulso, fui contigo até o banco de trás do carro, te enchi de beijos e de carinho, como era pra ser dali em diante.
Ai, que bom que desde a primeira vez que você me viu você teve o ânimo de possuir. Que bom que você só tem um pouco de Bento, pra saber como tratar uma mulher, como dar prazer, como ser acolhedor e imprescindível.
Que bom que na nossa história moderna não tem Ezequiel, Sancha e nem desconfiança.
Eternamente sua,