domingo, 24 de janeiro de 2010
Covardia
Ela não resistia àqueles beijos lascivos que ele dava com avidez, mal conseguia se conter com cada toque dele, com a maneira como ele falava e parecia se divertir ao lado dela. Cravava seus dentes na pele dele, e, ofegando no curto espaço entre gemidos e sussurros ela esquecia-se do resto. Estava confusa, mas isso era uma constante na vida dela... Ele a olhava com uma ternura tamanha que ela quase conseguia acreditar que merecia, que ela seria tão digna daquelas afeições como ele pensava que ela fosse. Sentia-se inteira perto dele e só perto dele... Talvez por isso fosse mais difícil ainda deixá-lo no fim de cada noite. Ela tinha muitos sonhos mas não acreditava ter forças suficientes pra lutar por eles. Sentia-se velha, cansada e era absolutamente incompreensível que ele a tivesse notado. Justo ela que nunca foi ninguém, que nunca foi nada... Talvez agora depois de todas aquelas conversas ele compreendesse com o que etava lidando e desistisse da ideia absurda de estar com ela pro resto da vida. Ela se esforçava pra acreditar no amor dele, mas era uma pessoa danificada demais pra entender que aquilo era real. Ela sempre o via partindo, mais cedo ou mais tarde ele se cansaria, mesmo assim ela queria estar errada só dessa vez.
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