quinta-feira, 11 de junho de 2009

Conversas sobre o nada

Eu inutilmente o mantive aqui, ao meu alcance, pra que se houvesse a necessidade ele soubesse que podia contar comigo. Que diferente dele, o que eu dizia era real. E então eu como sempre fui puxar papo só pra saber como ele estava. Ele dizia coisas ambigüas sem perceber. Sobre como um dia passaríamos essa porcaria de feriado bem e pseudamente felizes como todos os outros casais nesse dia. Qualquer garota entenderia que esse "nós um dia vamos passá-lo felizes" se referia e ele e eu, não? Como um casal, um dia... 
Não sei se foi essa a intenção dele mas cabe aí uma dupla interpretação (nós, separadamente, vamos passá-lo felizes com outras pessoas ou nós, eu e você, seremos felizes um dia).
Ele é confuso, esquisito, cretino até às vezes. E eu não sei a razão pela qual eu continuo conversando com uma criatura dessas que comigo não quer nada que possa me fazer bem, que me edifique.

E aí eu fui conversar com um outro garoto. Perguntei se algo de novo havia acontecido e ele disse que nada. Depois de algum tempo conversando com esse garoto eu percebi que era isso que nós tínhamos em comum: nada. Embora o nada fosse o suficiente pra manter-nos juntos por uma noite.

E aí conversei com esse terceiro menino. Homem, digo. E ele pode se achar rude, grosseirão, direto demais... Mas ele é super bacana aos meus olhos, mais humano que os outros dois e ele não é tão bom de lábia quanto o primeiro e tampouco atraente como o segundo. Ele não tem nada demais, e talvez essa coisa toda de não ser correspondida esteja me envelhecendo antes do tempo.
Por que olhando ao meu redor tudo o que eu consigo perceber é que nada me encanta.

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