sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

You have me forever, babe, but you'll lose me if you call this love.

Ele olhou para mim naquela tarde ensolarada cobrando uma resposta de mim naquele momento.
- Você me beijou. - Eu disse com uma cara ainda cética.
- Sim. Eu beijei você. O que você fará em relação a isso?
- Você perdeu a cabeça, perdeu o controle. Não é como se você me amasse. Foi desejo simplesmente, não foi?
- Não, não foi. Sempre fui apaixonado por você.
- Apaixonado? Por mim? - Eu não podia impedir o riso até que eu assisti-lo me olhar estático.
- Eu estou falando a verdade. Eu amo você, Cécile.
- Então me explica o que é esse amor, Michel.
- Eu não vou saber te explicar, Cécile.
- Então é por que o que você sente não é amor.
- É amor. Por Deus. É amor!
- O que é amor, Michel?
- Isso que eu sinto, Cile. Essa vontade de estar com você, essa necessidade de te ver feliz, essa estúpida mania de só pensar em você, no seu rosto, na maneira como você fala e canta. É isso, Cile.
- Amor? Isso é amizade. Você não vê?
- Isso não é amizade, Cile. Não quando meu coração se parte em pedaços quando você não está perto, não quando eu sofro com a idéia de não poder te amar como eu quero, não é amizade, Cile, por Deus! Não quando tudo o que eu quero é beijar seus lábios, é ter pra mim seu corpo, sua alma. É saber que nada no meu futuro vai ser fácil, mas que você é a pessoa que eu quero que veja tudo o que eu vou passar. É, saber, Cile, que eu vou te magoar e te decepcionar muitas vezes, mas nunca intencionalmente. Eu não sou mais um cara na sua vida, Cile. Eu sou aquele com quem você vai querer estar. Isso por uma única razão, meu amor. Por que isso não é amizade, isso é amor. Genuíno. É algo que machuca lá dentro e só você poderá curar a mim e eu a ti.
- Você está dizendo então que o amor é uma dor? Uma ferida profunda na alma, uma necessidade de compartilhar o que somos com outro alguém até o fim?
- Sim, Cile. Isso pra mim é amor.
- E é isso o que eu causo em você?
- Sim. Por isso eu te beijei.
- E me perguntou o que eu faria sobre isso, certo?
- Certo.
- Michel, nós somos melhores amigos há anos, não somos?
- Você sabe que somos.
- Eu não arriscaria tudo isso pra sentir dor.
- Foi isso que eu imaginei.
O silêncio foi inevitável. Eles estavam sentados num banco de uma praça e muitas pessoas trafegavam na rua. Uma moça loira carregando um carrinho de bebê, crianças brincando e correndo de um lado pro outro, um casal de adolescentes apaixonados e no banco embaixo da árvore um senhor lia o jornal sem saber das dúvidas que laceravam o coração de Cécile e Michel. Foi aí que ela o olhou e se aproximou do rosto dele, tão perto que seu coração explodia dentro dela e ela podia ouvir claramente a respiração que saía do peito arfante do seu amigo. Tão perto, mais perto e finalmente o beijo.
- O que você está fazendo, Cile?
- Eu quero a segunda parte.
- Segunda parte de que?
- Eu quero dividir minha vida com você e só com você, Michel. Mas eu não quero dor. Eu quero te curar, anjo. Eu não quero sentir dor, me entende. Você sabe que eu sofri demais e o quanto eu tenho medo. E eu sei que você sente o mesmo e admiro sua coragem de ter me contado isso. Então você me tem pra sempre, meu bem, mas vai me perder se chamar isso de amor. Por que enquanto amor pra você for dor, eu não quero ser a pessoa que causa isso. E com toda a minha má sorte, eu acredito que o amor sempre acaba. A única coisa que eu não quero é te ferir. Então me promete, me promete que isso não é amor.
- Isso não é amor, eu prometo.
Ele disse e a beijou demoradamente. Quando o beijo cessou, ele estava acariciando o rosto dela enquanto ela gentilmente repousava a cabeça no ombro dele. Era como eles fariam pra sempre dali em diante.

[Estou romântica hoje, folks. E ia postar em francês mas o google traduz estranhamente, entonces não o fiz. u.u]

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