sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O romance que eu não inventei.

Numa quinta-feira fria ele me olhou. Acho que atravessou minha alma com seu jeitinho fofo. Ele era lindo e a forma como ele andava me chamou a atenção. Acho que ele percebeu que eu o olhava e ele falou comigo. Me perguntou as horas e eu como uma boba sem acreditar que aquele garoto lindo me olhava, respondi a hora errada. Ele me olhou desconfiado e eu sorri desconcertada e disse a hora certa. Estávamos só nós dois. Só nós dois naquele lugar gigante. Eu sentada no lugar de costume e ele veio na minha direção e encostou na parede perto de onde eu estava sentada. Me perguntou que curso eu fazia. Acontece que ele não percebeu que em meio ao nervosismo eu não parava de falar com ele e a conversa rendeu. Eu falei tanto com aquele menino, tanto...Que não sabia que poder era aquele que ele tinha sobre mim. Era alguma coisa sobre os olhos dele e a maneira com a qual ele sorria, por que eu falava tanto, mas tanto, que não sabia se era eu.
Os dias foram se passando... E eu não conseguia parar de pensar nele. Era difícil, quase doloroso. Então meu coração se alegrou quando o encontrei. Não sabia explicar ao certo o que era aquilo que eu nunca havia sentido antes. Ele conversava comigo me olhando nos olhos e eu tive que me conter para não beijar aquele adorável estranho. Ele sabia sempre o que dizer, como sorrir e me deixar aos seus pés. Mas era muito cedo. Cedo demais, eu pensava.
Então, ele começou a aparecer nos meus sonhos...E eu começava a sentir vontade de vê-lo. De ver esse moço lindo que eu mal conhecia.
Ele me fazia flutuar, sabe?
Me fazia querer cuidar dele, conhecer seus medos, suas manias.


E aí eu disse que eu era louca por ele.
Ele não respondeu nada.
N-A-D-A.


Meu desespero era tamanho que eu abraçava o travesseiro contra o peito na esperança de que assim meu coração sossegasse. Mas ele batia mais forte, me contrariando.
Isso não quer dizer que sim.
Isso não quer dizer que não.
Você fez besteira, devia ter ficado quieta. Eu me repetia essa frase.
Se as coisas vão dar certo ou não, eu não sei.
Só sei que esse é o primeiro romance que eu não inventei.

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